29 de junho de 2017

Felicidade nos detalhes


Encontrar, sem querer, alguém que você está com saudades.
Sair sem pressa.
Acordar com um belo café da manhã na cama.
Passar um fim de semana viajando.
Receber um elogio profissional de alguém que você admira.
Pizza.
Abraços.
Dia de sol quando você tem todo o dia programado em uma atividade ao ar livre.
Dormir com barulho de chuva.
Um final de semana inteiro para poder assistir seu seriado sem culpa.
Passar seu filme favorito na TV.
Uma declaração de amor.
Barulho da chuva antes de dormir.
Resultado de exame sem nenhuma alteração, a saúde continua de ferro.
Livros novos.
Gostar de um livro de um autor que você não conhecia e sair pesquisando tudo que ele já escreveu.
Uma tarde com amigos e família brindando a felicidade.
Banho quente depois de um dia puxado.
Achar dinheiro escondido na calça.
Receber de volta a carteira ou celular que você perdeu.
Filme, pipoca, friozinho, edredom e alguém juntinho para curtir tudo isso.
Mar, sol e uma cerveja gelada.
Acordar depois de um sonho ruim e perceber que era só um pesadelo.
Finalizar as pendências do dia com antecedência.
Beijos.
Árvores, montanhas e cachoeira.
Jantar a luz de velas, vinho e um bom papo.
Receber um dinheiro extra inesperadamente.
Chorar de rir.
Bacon.
Achar uma vaga de estacionamento livre assim que você chega no local.
Uma noite bem dormida.
Seu time fazer o último ponto nos últimos minutos da partida e garantindo a vitória.
Perder peso sem dieta.
Feriado prolongado.
Finalizar o semestre na faculdade.
Entregar um projeto no trabalho e ser elogiado.
Chocolate.
Quitar dívida.
Sua música preferida tocar no rádio assim que você o liga.
Café quentinho. Pão com manteiga. Queijo.
Frio na barriga quando você se lembra de alguém que você fez amor.
Primeiro dia de férias.

A rotina costuma nos tirar a percepção da felicidade que está nos pequenos detalhes, deixamos passar despercebidos aqueles pequenos momentos que nos trazem sentimentos bons, um conforto, um sorriso bobo ou simplesmente aquecem nosso coração. Não podemos deixar esse pequenos momentos que se tornam grandes na memória. 

23 de junho de 2017

É o caminho que importa


Entre o nascimento e a morte percorremos um grande caminho chamado vida, saber viver por esse caminho é o que importa.

É no caminho que a gente aprende que mesmo se o problema seja grande ou pequeno, sempre teremos o amanhã para tentar outra vez. Que os anos passam mais rápido do que a gente consegue acompanhar, e que cada ano novo traz alegria de um recomeço e o medo de não ter vivido o suficiente. Que a juventude é uma época muito boa, mas que envelhecer pode ser melhor ainda se a gente conseguiu aprender com os erros lá do começo.

É no caminho que a gente aprende que toda escolha gera mais dúvidas do que respostas. Que apesar de queremos ser tão diferentes, chega um momento em que ser igual é mais confortável. Que não precisamos estar presentes fisicamente para estar de fato perto. Que amor é algo que é construído todos os dias e não que acontece da noite para o dia. Que quando perdemos alguém, sentimos a morte se aproximando, mas a queremos ainda longe, pois ela está só no fim.

É no caminho que aprendemos que não adianta ter pressa para subir na vida, pois é aos poucos que as coisas vão dando certo. Que tomar alguns riscos compensam e que o mais difícil é saber avaliar previamente quais valem a pena. Que tudo que acontece muito rápido, também acaba rápido. Que viajar, conhecer outros países e culturas é fascinante, mas que não existe lugar melhor do mundo do que a própria casa.

É no caminho que aprendemos que algumas vontades podem ser incontroláveis, mas as consequências nunca falham. Que desperdiçar nosso tempo com pessoas e situações que não valem a pena é algo imperdoável. Que não precisamos muito para ser feliz, e que sim ser feliz pode ser uma escolha e não uma decorrência. Que estar perto de quem a gente ama faz o tempo passar mais rápido e quando estamos longe ele teima em desacelerar.

É no caminho que a gente aprende que tudo passa, seja o sorriso ou a dor, tudo passa. Que não vale a pena passar a vida se comparando aos outros, cada um vai percorrer esse caminho de forma diferente. Que para se viver em paz o segredo é ser verdadeiro consigo mesmo e lutar por aquilo que se acredita. Que não importa o momento, nunca é tarde para começos. Que temos medo de chegar ao fim da estrada, mas que todos vamos chegar lá, uns aproveitando mais e outros deixando passar despercebido. No fim, o que importa é como foi feito esse caminho e com quem o compartilhamos.

21 de junho de 2017

Deixe o amor se reinventar


Será que se existisse um botão de ligar e desligar os sentimentos, nós usaríamos indiscriminadamente? Quando um relacionamento acaba repentinamente e nós não conseguimos deixar para trás aquele amor, como fazemos para dar adeus? Como deixar de amar alguém? Com certeza esse botão mágico neste momento seria muito útil.

Quando terminamos porque não dava mais certo ou porque o momento não era o correto, ou até mesmo quando é a pessoa que nos diz não, mas o amor continua ali firme e forte, é como quando alguém quebra um objeto antigo que tem um valor sentimental muito forte. Não há como juntar todos os pedaços e refazer, não tem como ir em uma loja e comprar outro novo, só o que nos vai restar é a saudade e não há nada que possa substituir aquele objeto que tanto significava para você.

Ficar agarrado as lembranças do que foi vivido faz doer ainda mais a falta de quem antes estava sempre ali ao alcance. Talvez seja por isso que quando a gente termina com alguém acaba enchendo a agenda de compromissos. Acordar, dormir, trabalhar, sair com os amigos, academia, hobby novo... é melhor preencher cada segundo do tempo, para não ter que pensar em mais nada, em mais ninguém.

Mas a verdade sempre nos alcança, seja sentado tomando um café entre um intervalo e outro no trabalho, seja deitado na cama à noite sem dar conta de dormir, ouvindo apenas o som dos nossos pensamentos que insiste em lembrar dos detalhes mais bobos de quando a cama tinha de comportar dois. Tem dias que as caixas escondidas no fundo do armário parecem gritar chamando atenção e aquele último bilhete jogado na gaveta despretensiosamente parece se jogar na sua mão sem querer. Como faz para parar de sentir saudades? Como fazer o coração entender que o amor tem que acabar? Tem algum curso para aprender a não amar?

Apesar de toda a dor ainda existe um remédio infalível. O melhor remédio para dores que julgamos incuráveis: o tempo. Então eu indico aproveitar da melhor forma possível que podemos desse remédio tão valioso. Proponho que os dias não sejam vividos debaixo das cobertas, chorando por um passado que foi bom, mas não tem volta. O mundo não acabou, é chegada a hora de levantar da cama, arrumar a casa, a alma e o coração, pois há tanto para ser vivido, há tanto ainda o que se fazer.

Não quero que você esqueça dos momentos felizes a dois, nem que finja que esse passado não existiu. Nada disso. As melhores histórias se tornam eternas dentro de nós. Mas toda história também deixa uma bagagem enorme e se não soubermos jogar fora aquilo que não precisamos carregar, então vamos criar uma bagunça enorme, quase enlouquecedora.

Então vamos parar de se apegar no que foi e no que poderia ter sido. As fotos, os vídeos, os bilhetes e a velha nostalgia, isso não já é mais uma realidade. Vamos parar de se agarrar a essa saudade.

Vamos combinar de mandar a tristeza embora, que ela tenha sua última noite ao seu lado. Cada um pode escolher o seu ritual, junte com seus amigos ou fique sozinho, tome um pileque ou chore se doer, guarde todas as lembranças ou jogue fora. Mas vá firme, que no amanhecer do próximo dia essa dor vai ficar para trás. Desapegue e deixe a saudade ir embora, com todas as suas forças abra espaço para coisas boas chegarem.

Se não hoje, talvez amanhã, a gente aprende a não deixar de amar, e vai permitindo deixar o amor se reinventar e é aí que um novo alguém vai chegar.




19 de junho de 2017

Cartas Efêmeras #5 - O recomeço

Belo Horizonte, 19 de junho de 2017.

Queridos amigos,

Semana passada voltei ao meu blog para relembrar algumas crônicas. Fiquei um tempo pensando em que momento eu parei de publicar os meus textos, o que me fez parar de colocar em palavras aquilo penso, sinto, respiro... Uso as palavras desde que me entendo por gente. É a forma que encontrei para me expressar para o mundo. Posso não usar os melhores versos, nem usar o português da forma correta o tempo todo, mas escrevo por amor as palavras, para colocar um pouco de cor na vida que é cheia de preto e branco.

Lembro de ter entrado em crise, achando que não tinha talento o suficiente para poder continuar escrevendo. Mas aos poucos as saudades de usar as palavras foram aumentando e quando dei por mim estava novamente encarando uma folha em branco e com um desejo enorme de juntar todas aquelas letras. No início não queria mais publicar para o mundo, mas hoje consigo ver que não posso deixar preso aquilo que mais amo fazer.

Quando a gente acredita naquilo que faz e o faz por amor, as coisas começar acontecer naturalmente e vão ficando mais leves. Resolvi deixar as minhas inseguranças de lado e encarar minhas neuras, meus medos e porque não meus defeitos? Tenho tantos projetos, tantos sonhos. Se eu não começar a acreditar na realização deles, então quem vai? Posso ter falhas ao longo do caminho, mas sem elas eu nunca iria crescer. A gente só evolui fazendo, não é mesmo?

Acho que no fundo no fundo todo mundo se pergunta se é bom mesmo naquilo que faz, tem lá suas dúvidas sobre seu talento, se é amado o suficiente. E cada um lida com suas inseguranças de forma diferente. Uns acabam se tornando cheios de si, tem mais facilidade em se comunicar, se expõe de forma aberta. Outros são mais tímidos, mais quietos, quase invisíveis e fechados. E no meio de todos os tipos estamos todos nós, tentando descobrir nosso lugar no mundo.

Hoje reabro esse espaço para meus textos, para meus projetos, para a vida. Hoje reabro minha força de vontade em fazer dar certo. Sempre me encantei pela vida e não posso deixar de escrever sobre como é bom amar as pessoas, lugares, situações e aprender com cada etapa no caminho. Voltei para falar de amores, dores, fins e começos. Voltei para ficar e agora sei onde é o meu lugar.

Um abraço apertado, saudoso e cheio de planos.






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